POLO AQUÁTICO DECADA DE 90
Campeão no ano de 1994
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POLO AQUÁTICO VENCE TORNEIO MUNICIPAL
O polo do BOTAFOGO montou seu "dream team". Pará, Kiko, Beto, Paulinho, Reynaldo, Rochinha, Chaia, Cadu, Luciano, Marco Aurelio, Rodrigo Torres e Rodrigo Carcioso são os meninos de ouro do polo nacional. A maioria deles já passou pela Seleção Brasileira - Reynaldo, Rochinha e Pará acabam de pedir dispensa , sob o comando do técnico Carlos Eduardo Carvalho e do preparador físico Claudio Morgado, todos agora no escrete alvinegro.
Esse time já disse a que veio: foi Campeão do Torneio Municipal de Polo Aquático, agora em maio. E prepara-se para disputar o Torneio de inverno, que começa em junho. E mais: da Seleção Brasileira de Polo Aquático que venceu o Campeonato Sulamericano, em abril, na categoria junior, três jogadores - Kiko, Beto e Paulinho - são do BOTAFOGO.
O novo time já gerou uma cria: a escolinha de polo do BOTAFOGO, reinagurada no final de março. O professor e o jogador Reynaldo Nunes, um dos quatro que vieram do Flamengo e integrante da seleção que trouxe para o Brasil a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos da Argentina.
O sucesso do pólo aquático tem sido tão grande que já foi montada uma equipe feminina nas categorias junior e adulto. As meninas que quiserem praticar polo aquático também podem se inscrever na escolinha, que a partir de agora é mista.
Com um time de primeira, formado por jogadores consagrados no esporte, e uma escolinha forte, o técnico acredita estar plantando uma semente no BOTAFOGO para que o clube recupere a força e o brilho que sempre teve no polo aquático. A escolinha funciona no Mourisco-Mar, de segunda a sexta-feira de 17h30 às 18h30, e está aberta a crianças de 8 a 14 anos. O único pré-requisito para entrar na escolinha é que a criança saiba nadar.
Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial do Botafogo FR no 247 de 1995
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34 Títulos em sete meses
De março a setembro, o Departamento de Desportos Aquáticos do BOTAFOGO conquistou nada menos que 34 títulos. Entre eles, o Campeonato Brasileiro de Inverno, categoria júnior, importante título que não conquistávamos a 21 anos, e o Campeonato Brasileiro de Polo Aquático, marcando a volta da hegemonia alvi-negra a essa modalidade.
“É uma emoção muito grande ver o nosso Polo Aquático ser Campeão Brasileiro. O BOTAFOGO sempre foi, em todas as épocas, um celeiro de grandes atletas dos desportos aquáticos. E, recentemente, eu ficava chateado ao ver grandes nadadores começarem aqui, no BOTAFOGO, e depois saírem, para se consagrar por outros clubes”, desabafou o Vice-Presidente de Desportos Aquáticos, Michael Karfunkelstein.
Quando foi convidado pelo Presidente Carlos Augusto Montenegro para assumir essa Vice-Presidência, Michael ficou muito feliz. Conta que prometeu a si mesmo não poupar esforços para conseguir cumprir seus novos objetivos de Vice-Presidente.
Segundo ele, o Polo Aquático foi uma surpresa, “porque quando cheguei aqui não tínhamos equipe, tínhamos uma escolinha com apenas cinco jovens”. Entretanto, para Michael, a solução foi fácil porque “o grande condutor do Polo Aquático no Brasil já estava trabalhando aqui”. Referia-se ao campeoníssimo Carlos Eduardo Carvalho, nosso dileto Carlinhos, que trabalhava aqui como coordenador da escolinha de Natação, “função que exercia com a maior competência mas que evidentemente não era a sua grande aptidão”.
Michael convidou Carlinhos para ser o comandante da equipe de Polo Aquático do BOTAFOGO, “porque ele tinha a amizade de jogadores de outros clubes que, em sua grande maioria, tinham sido jogadores do BOTAFOGO.” Realmente com o Carlinhos, o BOTAFOGO pôde montar uma equipe fantástica, que ganhou todos os torneios e campeonatos que foram disputados pelo BOTAFOGO esse ano, inclusive o Campeonato Brasileiro, adulto, absoluto, numa decisão sensacional contra o Paineiras, a 10 de setembro, na piscina do Fluminense. Encerraram-se os quatro tempos com o placar de 6 a 6, e o BOTAFOGO ganhou na prorrogação, definindo o jogo em 7 à 6.
Para Carlinhos, o mérito do BOTAFOGO foi mesclar a juventude dos jogadores da categoria júnior, com a experiência de atletas adultos com várias passagens pela Seleção Brasileira. A harmonia do grupo foi também fundamental”, acrescenta.
A equipe: Carlos Eduardo Carvalho (técnico), Marcelo Ferreira (assistente), Cláudio Morgado (preparador físico); e os jogadores André Cordeiro (Pará), Luciano Ongaratto, Ricardo Perrone, George Chaia, Rodrigo Torres, Roberto Seabra (Beto), Reynaldo Nunes, Carlos Eduardo Uchoa, Rodolpho Belém, Ricardo Rocha Perrone (Kiko), Paulo Lacativa, Fábio Lopes, Fernando Rocha (capitão), Marco Guilherme e Júlio Cesar Ouriques.
VIRADAS OLIMPÍCAS
A equipe infantil de Polo Aquático está sendo montada. A partir de março, efetivamente, a escolinha passou a ser incrementada. O BOTAFOGO, que tinha cinco rapazes aprendendo Pólo Aquático, passou a ter 18 atletas na categoria infantil (18 talvez possa parecer um número pequeno, mas uma equipe de Polo Aquático tem 7 jogadores, o que temos significa dois times e meio). Estes jogadores formados aqui devem participar em novembro do Campeonato Estadual. É um passo para o futuro.
O Vice-Presidente acredita que a inauguração do Complexo Sócio-Esportivo dará nova alma ao BOTAFOGO, permitindo que as escolinhas de Volei, Basquete, Natação e Polo Aquático possam crescer muito. As escolinhas de criança, a equipe mirim e a equipe petiz vão trabalhar na piscina semi-olimipica de General Severiano, que é a ideal para isso.
No final de outubro vai ser realizado, em Porto Alegre, o Campeonato Brasileiro Júnior de Natação, campeonato que o BOTAFOGO venceu em julho, no inverno, e que vamos defender no Sul. Logo depois, acontecerá o Campenato Brasileito Juvenil, que vai ser realizado em Recife, onde o BOTAFOGO é franco favorito, principalmente na parte feminina, com destaque para Monique Ferreira, Renata Moraes, Samantha Magalhães e Flávia Jorge. No masculino, o destaque é Rafael Gonçalves, que ano passado foi campeão brasileiro na prova de 200 metros costas e foi convocado para Seleção Brasileira de Natação, Campeã Sul-americana, e ainda Klaus Bernhoeft, Renato Gueraldi, Leonardo Silva e Ronan Pimenta.
O colaborador Dr. Marcos Bernhoeft, juntamente ao técnico Prof. Ricardo Moura, realiza um trabalho médico- cientifico importante, no acompanhamento dos atletas, orientando-os na parte nutricional e fisiológica, especificando a demanda de exercícios ideal para cada atleta.
Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial do BFR nº 248 de 1995
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BICAMPEÃO
Geralmente eles chegam ao cair da noite, tirando a gravata às pressas, livrando-se de pastas, celulares ou qualquer outro acessório de trabalho. A caminho do vestiário, costumam levar uma bronca providencial do técnico Carlinhos, de plantão à beira da piscina. Tem engenheiro, médico, bancário, economista, mas isto não importa naquele momento. Minutos depois, dentro da única piscina do Mourisco Mar, eles são um só: corpo e espírito do pólo aquático alvinegro. Orgulho do BOTAFOGO, atual bicampeão brasileiro, resgatando um passado de glórias que parecia condenado neste esporte.
Tem valido a pena a rotina deste abnegado grupo de atletas. Inspirados e treinados por Carlos Eduardo Carvalho, o Carlinhos, de 39 anos, vêm escrevendo a bela e recente história do Clube no pólo aquático. Invictos, nunca perderam um jogo oficial com a estrela solitária no peito. Este grupo tem uma união impressionante, somos verdadeiros irmãos, emociona-se Carlinhos, certamente um dos maiores craques que já vestiram a camisa do BOTAFOGO e da Seleção Brasileira, onde foi capitão durante 14 anos, ganhou inúmeros títulos e disputou a Olimpíada de 84. A formação desta verdadeira máquina aquática começou nos primeiros dias de 1995. A pedra fundamental estava ali mesmo: tratava-se de Carlinhos, filiado ao BOTAFOGO desde os três anos de idade. Professor de natação do clube, treinava pólo aquático, sua grande paixão, no vizinho Clube de Regatas Guanabara. Com o aval de Altamir Ongarato, dono da churrascaria Estrela do Sul, e do empresário Roberto Seabra, Carlinhos teve carta preta e branca para trabalhar. No Guanabara, garimpou cerca de 18 talentos emergentes. Do Flamengo, trouxe Reinaldo, Rochinha e Chaia, três nomes já consagrados. E completou o vitorioso elenco com os poucos remanescentes que ainda se dedicavam ao BOTAFOGO. Em menos de dois anos, os sete rapazes que formam o time-base e defendem o alvinegro nas piscinas praticamente não têm adversários no país. Campeões estaduais, já conquistaram duas vezes o Torneio João Havelange, que corresponde ao campeonato brasileiro. No início de novembro, o alvo será novamente o Estadual, sendo Flamengo, Tijuca, Guanabara e Fluminense os principais adversários. "Como reunimos pessoas de três lugares diferentes e às pressas, não esperávamos resultados tão expressivos rapidamente. Mas o amor pelo esporte e pelo BOTAFOGO superou tudo", resume Carlinhos, saudoso dos anos 70, quando o Clube tinha muita expressão no esporte, conquistando vários títulos sob a direção do Prof. Édson Perry, o "Barriga". No final dos anos 80, o pólo aquático sumiu de vez do BOTAFOGO, com os últimos jogadores migrando para outros clubes, como Flamengo, Fluminense e Universidade Gama Filho, neste caso em busca de bolsas de estudo. O time base, que disputará o Estadual e em seguida o Troféu Brasil, em dezembro, está na ponta da língua dos torcedores: Pará (goleiro); Reinaldo, Beto, Kiko, Rochinha, Chaia e Paulinho. Pará orgulha-se de ter sido o menos vazado no Brasileiro, enquanto Kiko, de apenas 20 anos, foi o artilheiro, com 27 gols, e eleito o melhor jogador da América do Sul. Tendo como principal adversário o Paineiras, de São Paulo, o BOTAFOGO vem aplicando goleadas históricas pelas piscinas do país. Alguns exemplos: 18 a 3 no Paulistano, 17 a 5 no Tijuca, 14 a 4 no Guanabara e 13 a 4 no Pinheiros. Mesmo com os praticantes recebendo ajudas de custo apenas simbólicas, o pólo aquático não para de crescer no BOTAFOGO. E um dos poucos clubes do Rio representado em todas as categorias, do infantil ao adulto, este último uma categoria aberta, sem limite de idade. Traçando um paralelo histórico com o futebol, tradicional celeiro de craques da Seleção, o alvinegro tem tudo para ser a base do Brasil no Festival Olímpico de Verão, que será disputado no início de 97, no Rio. Empolgado com o estágio da modalidade, o vice-presidente de esportes aquáticos, Eduardo do Valle, tenta captar novos adeptos para um esporte considerado completo para quem deseja desenvolver paralelamente corpo e mente. Para integrar a escolinha alvi negra, é preciso ter até 10 anos e noções de natação. Pagar uma taxa de R$ 15 e procurar o Prof. Reinaldo, a partir das 17hs 30min, no Mourisco Mar, em Botafogo. Fazendo jus à sua tradição de apostar e revolucionar neste esporte, o BOTAFOGO já reuniu sua equipe feminina de pólo aquático. As meninas alvi negras, pioneiras no Rio, formam o time adulto, que disputará o Troféu Brasil, em dezembro. Elas são treinadas por Marcelo Ferreira, auxiliar-técnico de Carlinhos. Alguém duvida de que as estrelas farão sucesso? Freqüente o Mourisco Mar, o seu lugar de nadar e curtir uma das belas paisagens do mundo.
Acervo Particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial nº 251 de 1996
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